Aparelho permite que grávida monitore o bebê pelo celular

À venda nos Estados Unidos, o produto chamado Bellabelt permite que as futuras mães rastreiem movimentos, chutes e até os batimentos cardíacos do bebê.

 

Ouvir o coração do bebê pela primeira vez é uma das maiores emoções que uma grávida sente. Agora, nos Estados Unidos, as gestantes podem ter essa experiência onde e quantas vezes quiserem.

É o que promete o Bellabelt, um aparelho [129 dólares + 50 dólares de frete] integrado a um app (disponível tanto para iOS quanto para Android), que permite que a futura mãe escute, grave e até compartilhe nas redes sociais o som do coração do seu bebê.

A novidade possibilita, ainda, que ela acompanhe o movimento da criança na barriga, oganho de peso e até crie um gráfico dos “chutes” que foram dados durante os nove meses. O aparelho também disponibiliza um calendário para facilitar o registro dos acontecimentos a cada mês e o agendamento das consultas. A ideia, segundo os criadores, é tornar o acompanhamento da gravidez mais acessível e sociável.

Mas será que isso é bom? Para a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, membro da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), tanta informação pode provocar um estresse desnecessário para a grávida, já que ela pode não saber interpretar os batimentos do coração do bebê e achar que ele está muito rápido ou devagar demais. “Essa ansiedade atrapalha mais do que ajuda, principalmente se a gestante já tiver um fator de risco, como pressão alta ou diabetes gestacional, e se sentir insegura”, afirma a especialista.

Por outro lado, Bárbara, que conhece o mecanismo usado pelo aparelho, garante que ele não traz nenhum prejuízo à saúde da mãe ou do bebê – uma vez que capta os batimentos por meio de ondas sonoras. Esse sistema é conhecido como Sonar e é amplamente usado no exame de ausculta dos batimentos cardíacos. O mais importante é seguir as instruções de uso e garantir que o celular esteja em modo avião para evitar que receba ligações ou mensagens de texto e, com isso, sofra interferência no som dos batimentos do bebê.

 

Fonte: Revista Crescer