As Primeiras Palavrinhas

Ainda bebê, entre os quatros e os seis meses de idade, a criança começa a fazer movimentos de fala. Ou seja, ela balbucia e emite sons. E, apesar de muitas vezes apenas as mães os entenderem, todos têm significados.

Até os dois anos, os pequenos já devem formular pequenas frases, como "qué isso" ou "gosta banana". Aos quatro tem que falar todos os sons da língua.

Pais com outros filhos, ou mesmo sobrinhos, por simples comparação, tem mais facilidade em perceber diferenças na fala das crianças.

A recomendação é que, notado algum desvio, o pediatra seja consultado. "Em dois no máximo três meses, se o problema não desaparecer, deve-se procurar um fonoaudiólogo".

E outra dica importante: se a criança demorar muito para começar a falar, é preciso ficar atento a otite, uma inflamação no ouvido.

"Muitas vezes, o atraso de bebê em falar é porque a família não permite que ele se exercite e acaba suprindo todas as necessidades dele pelos sinais". Nestes casos é preciso mudar a dinâmica do ambiente". A criança precisa sentir necessidade de expressar. Ao invés  de dar a bola logo que o filho aponta na sala, os pais devem estimulá-lo a dizer "bo". E a pergunta você quer a bola? para assim a criança aprender o nome correto do objeto.

São três as principais dificuldades apresentadas pelos pequenos nesta fase: troca de sons, gagueira e língua entre os dentes. Em todos os casos é um erro grave falar errado com crianças, porque é o ouvido que regula a fala. Tanto para o bem quanto para o mal. Se o pequeno troca o R pelo L, por exemplo, aos poucos, ao ouvir a pronuncia correta da palavra, ele começa, sozinho, a se corrigir. E, em pouco tempo, o problema desaparece. Mas se até os 3 anos alguns sons continuarem sendo trocados é bom ir ao médico, porque isso pode passar para a escrita. A gagueira pode ser causada por uma grande descarga de neurotransmissores, que demoram um pouco para ser totalmente metabolizada pelo cérebro.  "Aos poucos, isso vai se equalizando e a criança deixa de gaguejar".  Por isso não se deve  pedir calma ao pequeno, porque não se trata disso. O melhor é agir naturalmente, perceber se o problema diminui. Se a criança se sentir incomodada ou evitar falar por vergonha é hora de procurar um especialista.

Quando a criança respira pela boca, a língua fica solta e escapa demais. Até os quatro anos, isso é esperado. Mas é interessante verificar com o pediatra se o problema não é a adenoide. E, neste caso, vale prestar atenção inclusive, se o bebê dorme mal ou ronca muito. Chupetas e tudo aquilo que impede a arcada dentária de crescer, como chupar o dedo, devem ser evitados, pois corroboram para a chamada "língua presa".

Chamar a atenção dos filhos, dando bronca ou os colocando de castigo, pode despertar a consciência para algo que não esta correto. Reforçar o certo é a escolha ideal, porque os pequenos repetem o que os pais fazem. Portanto ser o modelo do que é correto é uma das melhores maneiras de ajudar as crianças a falarem direito. 

 

Fonte:  Guia Cuidados com o bebê - RSVP - Caras