Manual de etiqueta para pais conectados

Já imaginou que publicar muitas fotos do seu filho nas redes sociais pode gerar problemas para ele no futuro? Descubra por que é bom evitar a superexposição.

Seu filho acaba de nascer. lá vai uma foto para o Instagram. Passa o tempo, ele está aprendendo a engatinhar. Opa, merece um vídeo! Postado no Facebook. E quando ele canta aquela música que aprendeu na escola? Direto para o YouTube. Faz sentido, porque o compartilhamento desses momentos nas redes aproxima aquele parente que você não vê faz tempo e mostra para os amigos todas as gracinhas do seu filho. Mas você já parou para pensar nas consequências dessa superexposição? Então vamos às regras básicas para se sair bem nas redes sociais:

1. Seja cauteloso
técnico de informação Ricardo Santos tira fotos da filha Helena todos os dias há quatro meses, quando ela nasceu. O conteúdo vai para o perfil @papaifresco, no Instagram. A atitude, no entanto, já foi motivo de discórdia: “Postar as fotos online é uma coisa que incomoda a minha esposa. Tomo algumas medidas, como manter o perfil restrito, aceitar só quem tem o mesmo intuito que eu e não colocar informações de locais que frequentamos ou endereços”.

2. Evite fotos ou comentários embaraçosos
É claro que dá vontade de colocar uma foto do seu bebê na banheira ou vestido de índio. Mas não podemos esquecer que esse tipo de imagem pode constranger o seu filho na frente dos amigos. E há sempre o risco de pedofilia. Então, nada de fotos que possam mostrar mais do que devem.

3. Sem “celebrizar”
No futuro, quando seu filho começar a procurar emprego, o avaliador pode querer vasculhar um pouco mais da vida dele na internet. Ao digitar o nome dele no Google, pode aparecer uma infinidade de fotos quando pequeno nas mais variadas situações. A descoberta dessas fotos do passado vai influenciar na contratação? Pode ser que não, mas o fato é que toda vez que publica alguma coisa sobre o seu filho, e alguém eventualmente compartilha, você está tirando a escolha dele de permanecer anônimo
na internet no futuro.

4. Perfil, só se ele pedir
Lívia ganhou um perfil no Facebook quando completou 3 meses de vida. A mãe, Edilene Carvalho, 26 anos, optou por criá-lo para divulgar as fotos e “travessuras” da filha para os familiares e amigos mais próximos. Porém, antes de os pais decidirem abrir uma conta no nome da criança, cabe uma reflexão para saber se eles não estão incentivando o filho a entrar precocemente nas redes sociais.   

 

Fonte: Revista Crescer.