Operar ou não as amígdalas?

Esta é uma situação comum. Ao contrário do que se pensa, ainda hoje este é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados em crianças. Muitos pais podem ficar surpresos!

Há indicações específicas para esta cirurgia. A situação mais comum para indicação da cirurgia das amígdalas e da adenoide é desconforto respiratório do sono, que pode variar desde roncos, que já são sinais de obstrução da respiração, até mesmo à apneia (pausa ou interrupção da respiração) do sono.

Os sintomas de aumento das amígdalas e adenoide podem compreender: respiração oral, obstrução nasal, problemas dentários, sonolência ou agitação durante o dia, sono agitado, criança não descansa. Tudo isso pode gerar problemas de comportamento, interferir no rendimento escolar e, a longo prazo, pode até levar a distúrbios cognitivos. Tanto as amígdalas quanto a adenoide estarão aumentadas e obstruem a via respiratória da criança, sendo necessário o tratamento cirúrgico (adenoamigdalectomia).

Outras indicações para a cirurgia são as adenoidites ou amigdalites de repetição. Deve-se considerar, nestes casos, as infecções causadas por bactérias, que necessitam de tratamento com antibióticos. Quando a criança apresenta de cinco a sete infecções por ano, por um ou mais anos seguidos, tendo sido tratada adequadamente com antibióticos e, mesmo assim, mantém recidivas (continua a apresentar infecções), está indicada a adenoamigdalectomia.

Ainda há outras indicações como abscessos (coleções de pus), assimetrias (uma amigdala muito maior que a outra), mas são muito mais raras.

Fonte: Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP