Picadas de mosquito e lesões na pele facilitam o aparecimento de impetigo

Impetigo é uma infecção cutânea, que atinge mais as crianças em idade pré-escolar e escolar, entre dois e seis anos de idade, uma vez que estão mais suscetíveis a quedas, traumas e inflamações. A dermatite pode decorrer da contaminação de ferimentos pré-existentes, tornando-se secundária. Sua contaminação ocorre pela exposição à bactéria, por meio do contato com feridas de alguém que possui a doença, mas, principalmente, pelo uso compartilhado de roupas íntimas, toalhas, lençóis e brinquedos.

Segundo o Dr. Eduardo Palandri, membro do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), pessoas com dermatite atópica, enfisemas e escabiose, também conhecida como sarna, formam o principal grupo de risco para o desenvolvimento do impetigo, assim como pacientes que apresentam imunodeficiência, diabetes e deficiência renal.

Os sintomas que devem ser observados são: pele avermelhada; pústulas com pus e que coçam; vazamento de pus e formação de crostas em feridas; erupções cutâneas que se espalham pelo corpo conforme coça e lesões dermatológicas, principalmente no rosto, lábios, braços e pernas. Ao identificar qualquer um desses sinais, é importante procurar um médico para o diagnóstico.

“Em média, o tratamento dura cerca de dez dias. Entretanto, depende da forma em que a dermatose se apresenta. Se for simples, sem bolhas, a intervenção é local, com aplicação de pomadas de antibióticos. Já para as manifestações mais profundas, o procedimento é sistêmico, com administração via oral”, explica o Dr. Palandri.

Quando não tratada adequadamente, pode haver complicações locais ou à distância. No primeiro caso, cria-se um abscesso – acúmulo de pus que provoca inchaço –, ou uma celulite. “O organismo cria anticorpo contra a bactéria e, depois, deposita-o no rim, por exemplo, acarretando o desenvolvimento de uma Glomerulonefrite Difusa Aguda, o GNDA. Tais quadros não são causados pela bactéria em si, mas pelo sistema imunológico do paciente”, informa o pediatra.

Previna-se!

Quando o clima está quente e úmido, como no verão, a população de mosquitos circulantes cresce consideravelmente, assim como os relatos de impetigo. “A criança portadora da bactéria é picada por um pernilongo e coça o local, facilitando a entrada desse germe na região subcutânea, tornando-se propício para o desenvolvimento da doença. Não coçar é uma forma de prevenção”.

A Organização Mundial da Saúde informa que a maior concentração de pessoas infectadas está nos países em desenvolvimento, devido às condições precárias de saneamento. A higiene pessoal também é uma maneira de evitar a infecção e a contaminação. Porém, o Dr. Palandri ressalta que a limpeza também tem limite, já que pode tirar em excesso o sebo que protege a pele.

Fonte: Assessoria de imprensa da SPSP.