Paralisia do sono: o que é?
A paralisia do sono acontece quando a pessoa desperta, mas temporariamente não consegue movimentar o corpo ou falar. Embora possa ser uma experiência assustadora, na maioria das vezes é passageira e não representa um problema grave.
Durante o sono, nosso cérebro passa por diferentes fases. Uma delas é o sono REM, período em que os sonhos costumam ser mais intensos. Nessa fase, o corpo naturalmente reduz a atividade muscular.
Na paralisia do sono, a consciência desperta antes que o corpo saia completamente desse estado.
Quais são os sintomas?
Além da dificuldade para se movimentar ou falar, podem ocorrer:
- sensação de pressão no peito;
- medo ou ansiedade intensa;
- sensação de presença no ambiente;
- percepção de imagens ou sons;
- dificuldade momentânea para pedir ajuda.
Os episódios normalmente duram apenas alguns segundos ou poucos minutos.
A paralisia do sono pode acontecer em crianças?
Sim. Embora seja mais comum a partir da adolescência, crianças também podem apresentar episódios.
Por não compreenderem exatamente o que aconteceu, elas podem ficar assustadas e desenvolver medo de dormir novamente.
Por isso, o acolhimento dos pais é muito importante.
Por que a paralisia do sono acontece?
Alguns fatores podem favorecer os episódios, como:
- privação de sono;
- dormir poucas horas;
- horários irregulares para dormir;
- estresse;
- ansiedade;
- alterações na rotina;
- excesso de cansaço;
- má qualidade do sono.
O uso excessivo de celulares, tablets e outros dispositivos durante a noite também pode contribuir indiretamente quando interfere no horário e na qualidade do sono.
O que fazer durante um episódio?
A principal orientação é tentar manter a calma e lembrar que a situação é temporária.
Quando a criança ou adolescente já consegue compreender o que aconteceu, explicar que o episódio passa sozinho pode ajudar a diminuir o medo caso volte a ocorrer.
Depois, é importante acolher e ouvir o relato sem minimizar o que ela sentiu.
Como prevenir a paralisia do sono?
Alguns hábitos podem ajudar:
- manter horários regulares para dormir e acordar;
- garantir uma quantidade adequada de sono;
- diminuir o uso de telas antes de dormir;
- manter o quarto confortável e tranquilo;
- evitar excesso de atividades no período noturno;
- observar situações de ansiedade e estresse.
Quando procurar o pediatra?
Um episódio isolado geralmente não significa que exista alguma doença.
Porém, a avaliação pediátrica é indicada quando os episódios acontecem com frequência, causam muito medo ou começam a prejudicar a qualidade do sono.
Também é importante procurar orientação quando existem sintomas como sonolência excessiva durante o dia, dificuldade importante para permanecer acordado, alterações respiratórias durante o sono ou outros comportamentos incomuns.
Sono também é saúde
Dormir bem é fundamental para o crescimento, memória, aprendizado, concentração, comportamento, imunidade e desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes.
Por isso, alterações frequentes do sono não devem ser ignoradas.
Se seu filho apresenta episódios semelhantes ou você percebe mudanças importantes na qualidade do sono, converse com o pediatra.
Dra. Mônica Picchi | Pediatra