Escola

Primeiros anos na creche: as doenças mais comuns

A entrada na creche possibilita à criança a ampliação de suas experiências com o mundo e o acesso à educação infantil. As doenças mais comuns nessa etapa da vida estão relacionadas à imaturidade do sistema imunológico e ao contato mais intenso com outras crianças e adultos. As doenças respiratórias são as mais frequentes, principalmente os resfriados comuns. Também podem ocorrer outras infecções respiratórias – como otites e pneumonias -, diarreias e várias doenças evitáveis por vacinação.

Alguns fatores podem aumentar o risco, tais como: época do ano (inverno), grande número de crianças no mesmo ambiente, muitas crianças para cada cuidador e outros. A eventual repercussão sobre a criança pode ser verificada durante o acompanhamento pediátrico e a maioria das crianças supera essa fase sem maiores problemas.

Outro aspecto importante a que a creche deve estar atenta é o risco de acidentes que advém da própria idade e desenvolvimento da criança, devendo promover, com apoio de pais e da comunidade, ambientes saudáveis e seguros na creche e no trajeto da criança até sua casa.

Doenças na escola: dicas de prevenção para os pais

A prevenção de doenças no ambiente escolar envolve vários aspectos, que são componentes da promoção da saúde na escola e em seu entorno, envolvendo educadores, famílias, serviços de saúde e comunidade.

Os cuidados de higiene, em especial a lavagem das mãos, devem ser praticados e ensinados na escola e também em casa. Crianças com doenças transmissíveis devem ser afastadas da creche ou escola durante o período de transmissibilidade e a vacinação deve estar atualizada.

Os pais devem também se manter informados sobre os procedimentos preventivos adotados pelas escolas e sobre a eventual ocorrência de doenças no ambiente escolar. Para algumas doenças (por exemplo: meningite, varicela, caxumba, ou aparecimento de vários casos de uma mesma doença na escola) há necessidade de se notificar o serviço de saúde (UBS da região) para que sejam orientadas as medidas preventivas para cada situação.

Cuidados na escola ou creche para prevenção de doenças

O ambiente deve ser limpo e arejado; o número de crianças por sala e por cuidador varia conforme a idade da criança, sendo menor quanto menor for a faixa etária; os procedimentos de higiene, incluindo troca de fraldas, e o preparo dos alimentos deve seguir as normas sanitárias vigentes; o uso de chupetas deve ser desestimulado, por favorecer a contaminação.

A higiene das mãos com água e sabão é fundamental – antes e depois de cada troca de fraldas, antes de manipular alimentos e também após limpeza nasal e outros procedimentos de higiene – tanto para os adultos como para as crianças. Objetos de uso comum também precisam ser higienizados com água e sabão ou com álcool a 70%. Além disso, nas creches, deve-se manter distância entre as crianças durante o sono (mínimo de um metro).

A importância da higiene deve ser ensinada aos alunos; para isso, deve haver recursos suficientes para propiciar a lavagem das mãos e evitar compartilhamento de copos, chupetas, talheres e outros materiais.

A importância de manter a vacinação em dia

A vacinação permitiu erradicação da varíola e da poliomielite, assim como a queda da ocorrência de outras doenças, como o sarampo, a rubéola, o tétano, a difteria, a coqueluche e as formas graves de tuberculose. Muitos pais e mães não viveram a época de maior frequência dessas doenças, com mortes e sequelas. Por esse motivo, é sempre importante lembrar a necessidade de proteção.

A vacinação tem dois aspectos: a proteção individual e a coletiva. Vacinando a criança, proporcionamos o desenvolvimento de imunidade contra várias doenças transmissíveis que podem ocorrer na escola e em outros ambientes coletivos, ou na própria família. O risco de complicações é muito menor do que o risco trazido por essas doenças. Além disso, quanto maior o número de pessoas vacinadas numa comunidade, menor a circulação dos agentes infecciosos, ou seja, menor o risco de infecção de qualquer pessoa, vacinada ou não. O grande número de pessoas imunizadas pode proteger as pessoas mais suscetíveis a complicações, como as que têm deficiências imunológicas, os idosos, gestantes e pessoas que não podem ser vacinadas.

Fonte: Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP.

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