Gestante estressada, bebês anêmicos

Matéria do jornal Correio Braziliense cita estudo apresentado no encontro anual da Pediatric Academic Societies (PAS), realizado em abril de 2012, nos Estados Unidos, e publicado na revista Pediatrics de março de 2011. A pesquisa mostra que recém-nascidos de mães estressadas, durante o primeiro trimestre da gravidez, têm o risco de ter uma deficiência de ferro no organismo, o que pode levar a problemas físicos e mentais durante a infância. A carência de ferro nas crianças causa fadiga, falta de apetite, palidez da pele e das mucosas das pálpebras e da gengiva, dificuldade de aprendizagem e apatia. O ferro atua no desenvolvimento dos órgãos, especialmente o cérebro, e desempenha um papel importante nos processos metabólicos. A deficiência de ferro em bebês também pode estar relacionada ao tabagismo e à diabetes da gestante, ao parto prematuro e ao baixo peso no nascimento.

Sabemos que em gestantes expostas a privações (cuidados pré-natais insuficientes, alimentação deficiente) e estresse como, por exemplo, na situação de guerra, os níveis de ferritina (proteína que reflete a reserva de ferro de uma pessoa) no cordão umbilical foram menores do que nas mães do grupo que não vivenciou bombardeios.

Na realidade, não sabemos se é só o estresse materno que causa essa redução do ferro, pois podem haver outros fatores concomitantes; além disso, ainda não temos certeza que esse nível baixo de ferritina na primeira etapa da gestação possa causar deficiência de ferro no filho.

Fonte: Correio Braziliense e departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

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